Nota mental, parte quarenta e sete
A coisa mais estranha que ouvi ultimamente foi vindo de alguém que comparava a obra de António Lobo Antunes à de José Rodrigues dos Santos, como se este último fosse um génio da literatura e o primeiro não passasse de um velho arrogante. Sim, opiniões há muitas e há que respeita-las mas uma coisa é argumentar com alguém que tem uma opinião formada sobre determinado assunto e é capaz de fundamentar o seu juízo de valor com justificações plausíveis, outra coisa completamente diferente é comparar escritores na base da quantidade de livros que vendem. Nunca, em tempo algum, quantidade foi sinónimo de qualidade.

























