Por mais que afirme que sou cautelosa e que já desisti das expectativas elevadas que, em tempos, depositava nos outros, há algo inegável: a minha esperança em relação à boa fé de terceiros. Posso até ver maldade, perceber que, à partida, existem pessoas que não interessam a ninguém, gente que somente carrega estupidez e mesquinhice mas, mesmo assim, vejo sempre um lado bom, ou menos mau, em gente com quem não me identifico minimamente. Na realidade, e bem vistas as coisas, na grande maioria das vezes, e tal como diz o ditado, não gosto, meto da borda do prato, ou seja, ignoro, passo ao lado como se nada fosse. Por outro lado, dou por mim a desculpabilizar e tentar encontrar razões plausíveis para actos menos correctos ou atitudes infelizes. É a mais pura das verdades, perco minutos do meu dia a matutar acerca da falta de inteligência crónica que se acumula nestes seres para que assim, e obrigada a tal, me seja mais fácil conviver com esta gente.
Esmiuçando: José Luís, andar a ler-te pelos cantos nos pequenos minutos de intervalo anda a fazer-me realmente mal. Penso.
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